|
19/08/2007
EU,
ROBÔ – A PROTEÇÃO DAS TRÊS LEIS
1ª Lei: Um robô não pode ferir um ser humano ou, por omissão,
permitir que um homem sofra algum mal.
2ª
Lei: Um robô deve obedecer às ordens que lhe sejam dadas por seres
humanos, exceto nos casos que em elas contrariem a primeira lei.
3ª
Lei: Um robô deve proteger sua própria existência, desde que tal
proteção não entre em conflito com a Primeira e Segunda Leis.
Esse
é o começo do filme, que parafraseando Asimov mostra qual a essência
do mesmo: os problemas gerados no relacionamento Homem x Máquina,
ou melhor, Homem x Inteligência Artificial não se limitando apenas
ao fato de um robô ter assassinado um ser humano.
Um
ponto interessante do filme, é que ele nos remete a uma questão
debatida há mais de meio século: O que será de nós, quando
estivermos frente a frente com robôs capazes de pensar sozinhos?
As
três leis nos protegeriam! – gritariam alguns. Será? Vocês têm
certeza disso?
O
próprio autor dessas regras sabia das implicações por trás das
mesmas. Uma mente lógica como seria a de um robô, na tentativa de
segui-las, poderia criar uma visão deturpada do certo e do errado,
causando mais mal do que bem.
Aprisionar
a humanidade para salvá-la, roubar para ajudar – "Robin
Woods" robóticos, terroristas protegidos erroneamente, panes
por dificuldades em escolhas éticas, além de muitos outros efeitos
colaterais seriam plausíveis, e possíveis.
Indo
mais além, se uma mente artificial pensasse na frase, "Penso,
logo existo!", poderia se colocar – sem poder ser recriminada
– como um ser humano, cuja essência é justamente pensar. Nisso,
sua mente lógica poderia seguir as regras, como se fôssemos todos
iguais.
E
como um igual, ela poderia ficar um tanto revoltada com os humanos
de carne e osso, explorando outros humanos, mesmo que sejam os de
metal. Disso para uma "revolução das máquinas" estaríamos
a um pequeno passo.
Qual
caminho estaremos tomando no momento? Para mim, vejo ainda muita
intolerância de falta de respeito entre nós, os humanos. Tenho
certeza, que sob a desculpa de executarem tarefas perigosas e
inadequadas para humanos, as máquinas seriam exploradas. Eu
sinceramente não gostaria de lidar com criaturas mais fortes,
resistentes e rápidas do que eu como inimigos.
Bom,
creio que antes de mais nada, precisamos – como seres humanos e
pensantes – aprender a respeitar todas as criaturas do planeta
sejam elas humanos, animais, vegetais e num futuro não tão
distante as inteligências artificiais. Com certeza, essa será a
melhor proteção...
...
inclusive contra nós mesmos!
–
x – x –
Recomendo
o filme, principalmente pela forma sutil que ele nos leva a pensar
nessas questões, que cedo ou tarde farão parte do dia a dia de
todos os habitantes da Terra. Além do mais, os efeitos especiais e
as cenas de ação estão de primeira linha!
P.S.:
ainda não li o livro "Eu, Robô" de Isaac Asimov.
–
x – x –
Informações
adicionais:
Isaac
Asimov (1920 – 1992),
Nascido na Rússia migrou para os EUA com a família com apenas três
anos de idade. Autor de mais de 500 livros cunhou o termo robótica
e foi o autor das Três Leis da Robótica, que foram aceitas
inclusive pela comunidade científica. Mais sobre Asimov em: http://www.angelfire.com/sc/odisseia/asimov.html
Eu,
Robô (Título original: I,
Robot) - Ano: 2004 - Direção: Alex Proyas - Com: Will Smith,
Bridget Moynahan, Alan Tudyk, Chi McBride. - Saiba mais em: www.foxfilm.com.br/eurobo/
<<ANTERIOR -
TEXTOS
- PRÓXIMO>> |